Vai ao Psiquiatra? 4 dicas para aproveitar ao máximo sua consulta

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Vai ao Psiquiatra? 4 dicas para aproveitar ao máximo sua consulta

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Saber conversar com seu médico pode fazer toda a diferença

Cansei de escutar os meus pacientes reclamarem do Psiquiatra:

“Como confiar no meu Psiquiatra se ele nem olha no pra mim?”

“Esperei horas pra ser atendido e ele me escutou por 10 minutos.”

Também já estive na posição de paciente e entendo muito bem a situação. Portanto, ir ao Psiquiatra pode ser intimidador, desconfortável e frustrante, mas não precisa ser assim.

Como Psicólogo, trabalhei nos últimos anos para entender e ajudar a melhorar a relação médico-paciente. E pra mim é muito claro: saber conversar com seu médico pode fazer toda a diferença. 

Considere estas quatro dicas para aproveitar ao máximo a sua próximo consulta:

1. Prepare-se para a consulta 

Os médicos não são treinados em seus cursos superiores para compreender 100% do que afeta sua saúde e bem-estar. Ou seja, eles estão preocupados em entender os seus sintomas e esperam que você compartilhe uma queixa médica. No entanto, para fazer uma avaliação eficaz, seu psiquiatra precisa conhecer você e não apenas os seus sintomas. Essa pode ser a parte mais difícil da consulta. 

Eu sempre digo aos meus pacientes para que se prepararem para a consulta antes da consulta. Um dica é escrever não apenas o que você está sentindo, mas o que está impedindo você de ficar bem. Pense também, por que você quer se sentir melhor. Quais são os seus objetivos com relação a saúde-mental?

2. Saiba o que seu Psiquiatra está ouvindo

É importante comunicar o que é importante para você, não apenas o que está acontecendo com você. Também é necessário falar sobre sua saúde de forma mais detalhada: descrevendo os seus sintomas, o que você notou de diferente e a frequência desses problemas. Pense em uma forma de mostrar ao médico como essas dificuldades atrapalham o seu dia a dia.

Não se esqueça de mencionar quaisquer medicamentos ou suplementos que você toma e quaisquer outros tratamentos que você passou recentemente, sejam eles tradicionais ou alternativos (poucos mencionam essa forma de tratamento, seja por vergonha, seja por medo). 

Mencionar tudo fará com que seu Psiquiatra entenda o que você já tentou, o que está funcionando e ajudará ele a pensar um tratamento a se seguir.

3. A consulta não só sobre o seu diagnóstico

Ser saudável depende muitos fatores, tais como estilo de vida, relacionamentos sociais e comportamentos cotidianos. Mas em geral nada disso é conversado em uma consulta. Por exemplo, muitos pacientes conversam com o Psiquiatra a respeito da sua saúde mental, mas poucos falam sobre como está a sua dieta, o seu sono e a sua carga de exercícios físicos. Não é que os médicos não tocam nesses assuntos, mas definitivamente não é por onde começam a consulta.

Se você estiver interessado em ter uma conversa além do diagnóstico, dos resultados dos testes e dos medicamentos, peça ao seu médico para falar sobre esses tópicos. Isso vai ampliar as lentes das perguntas que você e seu médico discutem e abordar efetivamente comportamentos de estilo de vida pode impactar sua saúde e cura.

4. Faça perguntas ao seu Psiquiatra

Seu Psiquiatra deseja que você se sinta bem, mas pode não saber quais informações você precisa saber para alcançar esse bem-estar. Faça perguntas e a sua consulta valerá a pena, por exemplo:

“O que significa Transtorno de Ansiedade Generalizada?” 

Peça esclarecimentos para ter certeza de que entende o que seu médico está lhe dizendo. Além disso, não hesite em repetir o que ouviu. Este é o momento de garantir que você entendeu tudo de forma precisa.

Verifique suas anotações prévias. Suas preocupações foram atendidas? Você sente que um caminho foi definido para alcançar seus objetivos de saúde? Lembre-se de mencionar pontos importantes que você não abordou antes de sair do consultório.

“O que devo fazer se acontecer isso ou aquilo?”

Uma consulta é um momento único. Pode não ser possível para um médico avaliar completamente sua condição. Receba as informações do seu médico sobre o que fazer se sua condição piorar.

“Por que eu devo tomar essa medicação nesse horário?” 

Um plano de tratamento só é útil se for seguido. Seja um defensor de seus cuidados. Trabalhe com seu médico para se envolver nas decisões que vocês estão tomando. Ao fazer isso, é mais provável o tratamento dê certo.

Lembre-se: você tem controle sobre seus cuidados médicos e tem um papel vital em sua jornada de cura. Se quiser marcar uma consulta Psicológica comigo é só clicar aqui.

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